O Deus de Einstein

Albert Einstein acreditava em Deus ou não? Lembro que há algum tempo alguns (lê-se "muitos") ateus da Comunidade Virtual Richard Dawkins Brasil estavam defendendo com unhas e dentes que Einstein era ateu em um tópico que rendeu mais de 150 respostas. Ainda na época deste debate, eu prometi aos ateus que escanearia e disponibilizaria uma reportagem especial da revista Galileu (que de cristã, nada tem) sobre as opiniões religiosas de Einstein. Esta reportagem curiosamente aponta para conclusões completamente diferentes das conclusões ateístas.

O tempo foi passando e eu simplesmente me esqueci de escanear a reportagem.

Enquanto eu traduzia a resenha que Antony Flew fez sobre o livro Deus, um delírio, vi que uma das queixas de Flew foi exatamente o fato de Dawkins ter abordado alguns pensamentos de Einstein, sem ter abordado o mais interessante de todos: que Einstein acreditava na existência de um Deus Criador (apesar de discordar com as religiões de que este Deus e nós humanos possamos nos relacionar de alguma forma). Então, ainda em tempo, decidi escanear e postar esta reportagem sobre as concepções de Einstein sobre Deus.

Leia e pense: se Einstein não acreditava em Deus, que interesse haveria em a Galileu publicar um estudo com esta conclusão?

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39 Response to "O Deus de Einstein"

  1. Eduardo Vaz 14 de janeiro de 2010 04:15
    Eu sempre Soube que DAWKINS cria em DEUS...Concordo que o DEUS QUE dawkins cria era um Deus que fez tudo e saiu de cena...Pronto...Para o debate basta, Ele cria em Deus...via que o mundo so poderia ser projetado....nao cabe ali julgar a natureza do Deus dele, o que podemos inferir ali é o seguinte: Eisntein via designer por traz da ordem criada..Quero ler essa materia com calma....
  2. O Excêntrico 16 de janeiro de 2010 14:39
    Alguem aí teve problemas para baixar esse arquivo.

    Não consegui baixa-lo apesar de ter o acrobat

    Foi só eu ou tem mais alguem aí?
  3. Rodrigo 16 de janeiro de 2010 14:59
    Sempre achei confusa a concepção de Einstein, pois enquanto ele declarara abertamente uma visão panteísta, como Espinoza, ele deixava muitas vezes trações de ter sido deísta. Talvez deva ser que ele tinha uma noção deísta, mas era um monista e queria evitar qq apelo dualista
  4. Pedro Soethe 28 de janeiro de 2010 02:53
    Li a reportagem mas ela "esquece" de uma carta do Einstein recentemente encontrada veja:
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u402056.shtml?o=r

    "A palavra Deus, para mim, é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana; a Bíblia, uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis.” A. Einstein
  5. Eliel Vieira 28 de janeiro de 2010 03:08
    Pedro,

    Esta carta de Einstein já havia sido encontrada quando esta reportagem foi escrita. E não há margem alguma para considerar que Einstein era ateu à partir desta frase dele. Einstein questina as "revelações" de Deus, não Deus em si.

    Abraço

    Eliel
  6. Pedro Soethe 29 de janeiro de 2010 07:21
    Eliel ele diz claramente que a palavra "Deus" é um produto da fraqueza humana, isto é tudo que esta vinculado a palavra e seu significado é produto da fraqueza humana, como ele disse Deus não significa nada para ele, se ele não acredita em deus, logo isto é chamado de ateu, logo Einstein é ateu, se ele acreditava em outra esta coisa não era Deus, todas declarações de Einstein foram antes da carta e na minha opinião no final da vida ele finalmente entendeu que Deus não poderia existir, muitos biógrafos após a carta admitem o ateísmo de Einstein.
  7. Eliel Vieira 29 de janeiro de 2010 07:30
    E isto significava que ele era ateu? Muitos crentes em "Deus" não o chamam desta forma. Para citar um escritor brasileiro como exemplo, Rubem Alvez diz que não concorda em usar o nome "Deus", pela alta carga de coisas estranhas que este nome tráz.

    Ademais, se em algumas passagens Einstein deixa transparecer sua descrença, em outras ele deixa transparecer o contrário. Conforme a reportagem da revista diz, não há dúvidas entre os biógrafos de Einstein que ele acreditava em uma forma de Deísmo.
  8. Pedro Soethe 30 de janeiro de 2010 02:41
    quando Einstein fala na palavra "Deus" é claro e evidente que ele usa a definição nominal de deus retirada do dicionário.

    Ente infinito e existente por si mesmo; a causa necessária e fim último de tudo que existe.

    Em teol. cristã, ente tríplice e uno, infinitamente perfeito, criador e regulador do universo.

    Cada uma das pessoas da trindade cristã: Deus Padre, Deus Filho e Deus Espírito Santo. (Nestas significações, escreve-se com inicial maiúscula.)

    Divindade masculina.

    Os deuses, as personificações masculinas e femininas que compunham o Olimpo pagão.

    E ser ateu é negar esta definição, se ele acreditava em outra coisa não era Deus, mas ele era ateu, a outra coisa se for um unicórnio seria aunicorniano por exemplo.
  9. Racismo Brasileiro 26 de fevereiro de 2010 20:17
    Não li só uma reporetagem sobre Einstein, li duas biografias, e não resta qualquer dúvida que ele era ateu, existe uma quantidade enorme de cartas que ele escreveu, e em publicações da editora de Princeton ele deixou isto bem claro, também existem transcrições de discursos, um exemplo de algo velho que dizem que é novo é uma carta que pode ser vista em.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080513_einsteinreligiao_ba.shtml

    Sem qualquer sombra de dúvidas Einstein era ateu e não passou por nenhum tipo de mudança, pelo que parece, nunca acreditou em deus, para saber mais, veja também :

    http://www.stephenjaygould.org/ctrl/einstein_religion.html

    http://www.sacred-texts.com/aor/einstein/einsci.htm#TIMES

    http://einsteinandreligion.com/personal.html

    Talvez entendam o verdadeiro significado das frases que pareciam religiosas, mas não tinham nada de religioso.
  10. Eliel Vieira 27 de fevereiro de 2010 04:34
    Racismo Brasileiro,

    O que você leu sobre Einstein é irrelevante para sua conclusão. Em primeiro lugar, porque diversas pessoas já leram muito mais que você e chegaram a conclusões diferentes (inclusive os próprios biógrafos dele). Em segundo lugar, pois Einstein jamais disse que é ateu. Ele disse coisas como: "a Palavra Deus é produto da freaquesa humana", "a Bíblia é uma coleção de lendas", etc... mas os deístas também afirmam isto sem deixarem de acreditar em Deus.

    Portanto, há MUITA sombra de dúvida quando a questão é a opinião de Einstein sobre Deus.
  11. WSA 27 de fevereiro de 2010 04:51
    Foi o próprio Einstein que se disse ateu e expressou opiniões sobre isto.

    Palavras de Einstein:

    “ I cannot conceive of a personal God who would directly influence the actions of individuals, or would directly sit in judgment on creatures of his own creation. “

    “Eu não posso conceber um Deus pessoal que possa diretamente influenciar as ações dos indivíduos, ou que diretamente sentaria em julgamento das criaturas de sua própria criação. “

    ------------
    Retirada de Albert Einstein: O Lado Humano (1981) editado por Helen Dukas e Banesh Hoffman ISBN 0691023689. (Imprensa da Universidade de Princeton)


    “I do not believe in freedom of the will. Schopenhauer's words: “Man can do what he wants, but he cannot will what he wills” accompany me in all situations throughout my life and reconcile me with the actions of others even if they are rather painful to me. This awareness of the lack of freedom of will preserves me from taking too seriously myself and my fellow men as acting and deciding individuals and from losing my temper. “

    Eu não acredito em livre arbítrio. Palavras de Schopenhauer “O homem pode fazer o que quer, mas ele não pode arbitrar o que o arbitra” me acompanha em todas as situações através da vida e me reconcilia com as ações dos outros mesmo que elas sejam dolorosas para mim. Esta consciência de falta de liberdade me preserva de levar tão a sério a mim mesmo e os membros da raça humana na forma de agir e decidir e de perder a minha paciência.”
    __

    Retirado do discurso de Albert Einstein para a liga alemã de direitos humanos em Berlin, no outono de 1932.

    “I do not believe in immortality of the individual, and I consider ethics to be an exclusively human concern with no superhuman authority behind it.”

    “ Eu não acredito na imortalidade do indivíduo, e eu considero que ética é uma preocupação exclusivamente humana sem nenhuma autoridade sobre-humana por trás disto. “
  12. WSA 27 de fevereiro de 2010 05:02
    “A palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis”

    "Para mim a religião judaica como todas as outras é uma encarnação das superstições mais infantis. E o povo judeu a quem agradeço pertencer e com sua mentalidade que tenho grande afinidade não possui qualidade diferente para mim do que qualquer outro povo. Até onde minha experiência vai, não há grupos melhores do que outros grupos humanos, embora sejam poupados dos piores tipos de câncer pela falta de poder. Fora isso eu não consigo ver nada ‘escolhido’ sobre eles”."

    Albert Einstein em carta datada de 1954.

    Eintein definitivamente era ateu.
  13. Eliel Vieira 27 de fevereiro de 2010 05:09
    Não não não.

    Você está comentendo um erro muito grotesco de interpretação. Einstein disse que não acredita em um Deus pessoal, que possa diretamente influenciar as ações dos indivíduos. Mas isso de FORMA ALGUMA implica em ateísmo. Os deístas, que era o que Einstein era, acreditam em um Deus impessoal, ou seja, um Deus que não se revela e não mantém relações com quaisquer criaturas suas.

    Veja por exemplo as palavras de Antony Flew em uma entrevista a Gary Habermas em 2004, após ter anunciado que havia abandonado o ateísmo: "Well, I don’t believe in the God of any revelatory system". [Tradução: "Bem, eu não acredito no Deus de nenhuma revelação"]. Quer dizer que Flew é ateu, mesmo depois de ter negado o ateísmo?

    Absolutamente não!

    Flew se tornou deísta. E as palavras de Einstein se encaixam exatamente na visão deísta de mundo. Aliás, o próprio Einstein diz: "Eu acredito no Deus de Espinoza, que se revela na harmonia de tudo o que existe, mas não em um Deus que se preocupa com o destino e os afazeres de toda a humanidade". E o que Espinoza era? Deísta. (engraçado é que ateu nenhum comenta esta frase ha ha ha)

    Ou seja, quando Einstein diz que não acredita em um Deus pessoal, ele não está de forma nenhuma endossando o ateísmo, antes, está defendendo sua posição: o deísmo.

    E sobre as opiniões dele sobre livre-arbítrio e imortalidade, ora, elas de forma alguma endossam o ateísmo, pois são partilhadas até mesmo por muitos teístas. Os calvinistas não acreditam em livre-arbítrio, e vários seguimentos judaicos negam a imortalidade da alma.

    Eliel
  14. Eliel Vieira 27 de fevereiro de 2010 05:11
    Ahhhh,

    E a "definitividade" do ateísmo de Einstein era tão absoluta, mas tão absoluta, que a maioria dos seus biógrafos concorda que ele acreditava em Deus ha ha ha ha!

    É dose...
  15. WSA 27 de fevereiro de 2010 05:28
    Eintein, não acreditava em imortalidade da alma, não acreditava em livre arbítrio, não acreditava em deus pessoal, achava que a biblia era uma coleção de crenças infantis. Disse que não era religioso e o que chamava de religião era a paixão pela ciência e o que ele chamava de deus era os mistérios do Universo.

    Pegue as frases supostamente religiosas, e vai ver que existe alteração de significante, mesmo porque a igreja católica advertiu Einstein, pois dizia que a teoria da relatividade contrariava deus, e na época a aprovação da igreja pesava (hoje tanto faz), portanto é fácil entender frases ambiguas.

    Entenda uma coisa meu caro: Você pode dar para um significante, o significado que quiser. Como eu já disse, li duas biografias de Einstein e nelas fica bem claro o ateísmo dele, posso ficar aqui o dia todo transcrevendo cartas sobre o assunto, pois o conteúdo é farto.
  16. Eliel Vieira 27 de fevereiro de 2010 05:47
    Eintein, não acreditava em imortalidade da alma, não acreditava em livre arbítrio, não acreditava em deus pessoal, achava que a biblia era uma coleção de crenças infantis. Disse que não era religioso e o que chamava de religião era a paixão pela ciência e o que ele chamava de deus era os mistérios do Universo.

    A maioria dos deístas não acreditam nas mesmas coisas citadas acima. Quanto à última frase, há controvérias, ele jamais identificou Deus com os "mistérios do universo". O próprio Einstein disse que acreditava no Deus de Espinoza, e como Espinoza era deísta, só me resta a conclusão de que ele era deísta.

    Aí você diz que poderia passar o ficar aqui "o dia todo transcrevendo cartas sobre o assunto, pois o conteúdo é farto". Engraçado é que este "conteúdo farto" resume-se a duas ou três frases - que endossam mais o deísmo de Einstein do que seu suposto ateísmo - que são repetidas por todos aqui.

    Eu gostaria mesmo é de saber: por que você não aceita considerar a possibilidade de que ele era deísta?
  17. WSA 27 de fevereiro de 2010 05:50
    "Why do you write to me “God should punish the English”? I have no close connection to either one or the other. I see only with deep regret that God punishes so many of His children for their numerous stupidities, for which only He Himself can be held responsible; in my opinion, only His nonexistence could excuse Him."


    Por que você escreve para mim "Deus deve punir o Inglês"? Eu não tenho nenhuma ligação estreita com um ou outro. Eu vejo somente com profundo pesar que Deus castiga tantos de seus filhos pela sua numerosa estpidez, para o qual apenas ele próprio pode ser responsabilizado, na minha opinião, apenas a inexistência dele poderia desculpá-lo.

    Albert Einstein
  18. WSA 27 de fevereiro de 2010 05:55
    "The mystical trend of our time, which shows itself particularly in the rampant growth of the so-called Theosophy and Spiritualism, is for me no more than a symptom of weakness and confusion. Since our inner experiences consist of reproductions and combinations of sensory impressions, the concept of a soul without a body seems to me to be empty and devoid of meaning. "


    A tendência mística do nosso tempo, que se mostra particularmente no crescimento galopante da chamada Teosofia e espiritualismo, é para mim nada mais do que um sintoma de fraqueza e confusão. Uma vez que nossas experiências interiores consistem em reproduções e combinações de impressões sensoriais, o conceito de uma alma sem corpo me parece estar vazia e desprovida de sentido.


    Albert Einstein
  19. Eliel Vieira 27 de fevereiro de 2010 05:58
    Mais duas passagens que não provam ateísmo de Einstein. Primeiro, uma vez que o pensamento do "Deus Cristão Castigador" é adotado também pelos deístas, apresentá-lo aqui só endossa minha posição de que ele era deísta. Segundo, muitos deístas são materialistas, e até cristãos também, como Tertualiano foi.

    Desta forma vamos ficar aqui o dia inteiro mesmo, caso você insista em colocar pensamentos que se adequem também ao deísmo.

    WSA, se Einstein fosse ateu seria muito fácil a ele dizer: sou ateu. É simples, rápido e como ele não tinha papas na lingua, ele teria dito isto ao invés de ficar dando voltas.

    A não ser que você apresente uma evidência de que ele não era deísta, e uma positiva de que ele era ateu, não há porque eu mudar de opinião.
  20. WSA 27 de fevereiro de 2010 06:30
    "Everything that the human race has done and thought is concerned with the satisfaction of deeply felt needs and the assuagement of pain. One has to keep this constantly in mind if one wishes to understand spiritual movements and their development. Feeling and longing are the motive force behind all human endeavor and human creation, in however exalted a guise the latter may present themselves to us.
    Now what are the feelings and needs that have led men to religious thought and belief in the widest sense of the words? A little consideration will suffice to show us that the most varying emotions preside over the birth of religious thought and experience. With primitive man it is above all fear that evokes religious notions - fear of hunger, wild beasts, sickness, death.

    Since at this stage of existence understanding of causal connections is usually poorly developed, the human mind creates illusory beings more or less analogous to itself on whose wills and actions these fearful happenings depend. Thus one tries to secure the favor of these beings by carrying out actions and offering sacrifices which, according to the tradition handed down from generation to generation, propitiate them or make them well disposed toward a mortal.
    In this sense I am speaking of a religion of fear. This, though not created, is in an important degree stabilized by the formation of a special priestly caste which sets itself up as a mediator between the people and the beings they fear, and erects a hegemony on this basis. In many cases a leader or ruler or a privileged class whose position rests on other factors combines priestly functions with its secular authority in order to make the latter more secure; or the political rulers and the priestly caste make common cause in their own interests."

    Albert Einstein.

    New York Times Magazine on Novembro 9, 1930 pp 1-4

    Neste texto Einstein descreve o que ele pensa sobre a origem das religiões.

    Posso traduzir depois se houver interesse, mas no texto fica claro que Einstein não tinha devoção por qualquer deus, e explica de forma sóbria como as religiões surgem devido a "primitividade" baseada nos medos e desejos humanos. Fala também como a especie humana cria "seres ilusórios mais ou menos análogos a si mesmo".

    Não é nem preciso ser muito inteligente, para saber que Einstein não acreditava em deus nenhum referindo-se a "seres ilusórios", mas ao mesmo tempo não fazia alarde de seus pensamentos.
  21. Eliel Vieira 27 de fevereiro de 2010 06:36
    mas no texto fica claro que Einstein não tinha devoção por qualquer deus, e explica de forma sóbria como as religiões surgem devido a "primitividade" baseada nos medos e desejos humanos. Fala também como a especie humana cria "seres ilusórios mais ou menos análogos a si mesmo".

    Que coincidência. Os deístas acreditam na mesma coisa! Eles não têm devoção por deus algum e acreditam que as religiões são criações humanas.


    Não é nem preciso ser muito inteligente, para saber que Einstein não acreditava em deus nenhum referindo-se a "seres ilusórios", mas ao mesmo tempo não fazia alarde de seus pensamentos.

    Ele acreditava no "Deus de Espinoza", de acordo com as próprias palavras dele.
  22. WSA 27 de fevereiro de 2010 06:51
    Vamos lá:

    * Mesmo sendo judeu, diz que o povo dele não é escolhido para nada e chama o judaismo de um conjunto de crendices e supertições.

    * Einstein afirma que não acredita em deus pessoal.

    * Não acredita em imortalidade da alma.

    * Não acredita que ética seja um conceito divino, sendo somente um conceito humano, sem nenhum super-humano por traz disto.

    * Disse que a Bíblia é um livro de estórias infantis.

    * Disse que a palavra Deus é nada mais nada menos que a expressão e produto da fraquesa humana.

    * Disse que no processo da criação das religiões, o homem cria seres ilusórios mais ou menos semelhante a ele.

    * Disse que não acreditava em livre arbítrio.

    * Disse em uma carta que era mentira o que diziam dele sobre a crença em Deus.

    * etc.., etc.., etc..

    Leia este ítens (e ainda teria muito mais, mas eu acho que estou perdendo tempo).

    Depois quem quiser me diga "QUE RAIO DE DEUS É ESTE QUE ELE ACREDITAVA??????????"

    Eu já tenho a minha resposta.
  23. Eliel Vieira 27 de fevereiro de 2010 06:59
    Vamos lá (meus comentários em negrito):

    * Mesmo sendo judeu, diz que o povo dele não é escolhido para nada e chama o judaismo de um conjunto de crendices e supertições. - Era o que poderíamos esperar de m judeu deísta

    * Einstein afirma que não acredita em deus pessoal. - Igual os deístas

    * Não acredita em imortalidade da alma. -

    * Não acredita que ética seja um conceito divino, sendo somente um conceito humano, sem nenhum super-humano por traz disto. - Deístas também não acreditam nisso, bem como alguns teístas

    * Disse que a Bíblia é um livro de estórias infantis. - Exatamente igual os deístas

    * Disse que a palavra Deus é nada mais nada menos que a expressão e produto da fraquesa humana. - Exatamente igual os deístas

    * Disse que no processo da criação das religiões, o homem cria seres ilusórios mais ou menos semelhante a ele. - Exatamente igual os deístas

    * Disse que não acreditava em livre arbítrio. -

    * Disse em uma carta que era mentira o que diziam dele sobre a crença em Deus. - É porque afirmavam que ele era cristão, então ele disse isto. Então esta frase não significa nada

    Depois quem quiser me diga "QUE RAIO DE DEUS É ESTE QUE ELE ACREDITAVA??????????" - Ele acreditava no Deus de Espinoza, na versão DEÍSTA de Deus. Uma versão de acordo com a qual Deus criou o tudo o que existe, mas não se relaciona com sua criação.

    Se você não sabe o que é deísmo, não posso fazer nada.
  24. WSA 27 de fevereiro de 2010 07:05
    Eu acho que se alguém ler o que foi escrito, vai entender que os pensamentos de Einstein não idicam a crença em deus nenhum, nem o de Espinoza, que ele um dia realmente se referiu, mas o deus de Einstein era mais parecido com o deus de Carl Sagan :

    "A idéia de que Deus é um gigante barbudo de pele branca sentado no céu é ridícula. Mas se, com esse conceito, você se referir a um conjunto de leis físicas que regem o Universo, então claramente existe um Deus. Só que Ele é emocionalmente frustrante: afinal, não faz muito sentido rezar para a lei da gravidade!"

    Lendo a obra de Einstein, lendo os pensamentos de Einstein , se chega à conclusão de que o conceito de deus de Einstein é idêntico ao de Carl Sagan (nem sequer é preciso ser muito inteligente para perceber isto), a única diferença é que Sagan se declarou ateu. Einstein também era ateu.
  25. WSA 27 de fevereiro de 2010 07:13
    Caro Eliel Vieira.

    Você sabe o que é Confirmation Bias?

    É algo que você acabou de fazer.
    Dá para ver que não dá para conversar quando as pessoas deixam que as paixões dominem, esquecendo a razão.

    O confirmation bias que acabou de demonstrar, mostra uma profunda incapacidade lógica, portanto vai ficar muito difícil que você me entenda, pois não tem qualquer senso de dialética e se liga a definições dogmáticas, e o pior tem uma tendência a uso de sofismas, portanto não sei se vale à pena discutir com alguém que "não sabe pensar".
  26. Eliel Vieira 27 de fevereiro de 2010 07:14
    Bem, isso é relativo.

    Antony Flew (que era ateu e deixou de ser), por exemplo, discorda de você. Para ele existem muito mais evidências de que Einstein acreditava em Deus (numa versão deísta de Deus) do que que ele era ateu.

    Aliás, se é tão evidente assim que Einstein era ateu, porque a revista Galileu, que nada tem de cristã (aliás, ela é totalmente alheia à fé) lançou uma reportagem com este título e com estas conclusões?

    Se a reportagem anexa a esta postagem estivesse em uma publicação cristã, tudo bem, mas na Galileu? Que interesse a Galileu tem em publicar uma mentira sobre a crença de Einstein em Deus?
  27. Eliel Vieira 27 de fevereiro de 2010 07:29
    WSA,

    Quem esqueceu a razão e está desesperadamente agarrado a sofismas aqui é você, e não eu. Veja:

    Meu argumento é que Eintein era deísta. Qual a base epistêmica disto?

    Resposta: ele disse que acreditava no Deus de Espinoza. Espinoza era deísta, logo, como Einstein acreditava em uma visão de Deus semelhante à de Espinoza, estou totalmente justificado em acreditar que Einstein era Deísta.

    Minha posição ainda é corroborada pela excelente reportagem da revista Galileu, e pela maior parte dos biógrafos de Einstein que acredita que ele acreditava em Deus (Galileu não iria mentir sobre isto).

    Então acima estão minha posição e sua justificação epistêmica.

    Agora vamos a você: você diz que Eistein era ateu, e apresenta declarações dele que supostamente testificam isto. Porém, todas estas declarações endossam também o deísmo, portanto, elas servem também para sustentar o meu ponto e o ponto da revista Galileu. Logo elas não servem como justificação para seu ponto aqui, pois são ambíguas.

    O que você precisa fazer? (1) derrubar a possibilidade de que ele era deísta, e (2) apresentar uma evidência de que ele era ateu [alguma evidência que não seja ambígua]. Por que você deve fazer isto? Pois (1) eu derrubei a possibilidade conclusiva de que ele era ateu, ao mostrar que tais declarações sustentavam tanto o ateísmo quanto o deísmo, e (2) apresentei uma evidência a favor da possibilidade dele ser deísta, mostrando sua citação de que acreditava no Deus de Espinoza.

    Então quem precisa estudar lógica e argumentação aqui é você meu amigo. Neste caso aqui, logicamente eu estou bem mais embasado que você. Eu apresentei uma evidência direta e posivita, e derrubei as suas evidências - você não apresentou uma evidência direta e positiva (apenas ambíguas) e ainda não derrubou a minha evidência (nem comentou ela, diga-se de passagem).

    Portanto, quem deve aprender a pensar aqui é você, fazendo jus, claro, ao ateismo irracional (pleonasmo, eu sei) que você professa.

    Eliel
  28. WSA 27 de fevereiro de 2010 10:56
    1ª) Em sentido corrente, ateu é quem não crê na existência de um ser superior, tal como o concebem as religiões teológicas, ou seja, no que se chama de "deus", criatura onipotente (ele pode tudo quanto quer), onisciente (ele sabe tudo), onipresente (ele acha-se em toda a parte), onimisericordioso (é dotada de infinita bondade) e criador do universo e do ser humano. Neste sentido, todo positivista é ateu pois nenhum positivista acredita na existência de tal ser.

    Este é um dos conceito de ateísmo, e Einstein se encaixa plenamente.

    Disse que a palavra Deus é nada mais nada menos que a expressão e produto da fraquesa humana.

    Se ele diz que acredita em deus de Espinoza, ainda assim se fosseverdade seria ateu, pois se encaixa na descrição de ateismo
    Se eu definir que deus é uma azeitona e alguém acreditar somente no meu deus e mais em nenhum, ele ainda será ateu, pois o deus que eu supostamente criar fugiria das versões teológicas e Einstein explica claramente e se posiona com relação à fantasia e crendices de qualquer coisa ligada à teologia.

    Quanto ao confirmation Bias que você demonstrou que não sabe o que é. É uma prática de sofisma porque você confirma os pontos que deseja confirmar ignorando completamente os que negam, neste ponto, embora você diga que tem embasamento lógico, você comete propositalmente um erro básico de lógica. Ou você não sabe nada de lógica, ou está mentindo.
  29. WSA 27 de fevereiro de 2010 11:11
    Além do mais, o próprio Espinoza era ateu na definição que foi colocada com relação ao ateísmo. Na verdade o que Espinoza fez, foi simplesmente dizer que Deus é a natureza, somente criou um significado para outro significante, eu me considero ateu e acredito no deus de Espinoza, porque este deus parte de conceitos completamente naturais, o que não me torna deísta. Sendo que Espinoza foi na verdade um fundador do criticismo bíblico moderno, ou seja, lutou contra a imposição religiosa na época da idade das trevas, em que o pensamento racional era impedido de se manifestar, o mesmo que fazem os ateus nos dias atuais com relação às crenças religiosas.
  30. Rodrigo 27 de fevereiro de 2010 13:03
    Eu fico é triste sobre como o embotamento fanático atrofia a mente das pessoas. Alguém ainda tem a pecha de dizer que Einstein era ateu?

    Muito triste isso.
    A internet tem produzido uma geração de fanáticos que não conseguem pensar além das viseiras.
  31. Rodrigo 27 de fevereiro de 2010 13:21
    Será que vão aparecer dawkinetes fanáticos também para panfletar/regurgitar que Ralph Cudworth, Espinoza, Voltaire, Rousseau, Hobbes, Thomas Jefferson, Ursula Goodenough, Paul Davies,Scott Adams, foram/são ateus?
  32. WSA 28 de fevereiro de 2010 09:19
    @Rodrigo.

    Leia sobre o deus de Espinoza e vai perceber que é a própria natureza, além do mais ele foi um crítico da Bíblia, não vou perder tempo com relação aos outros, o fato é que Einstein definitivamente era ateu, e eu já enumerei os fatos que me levam a entender isto, aliás, dentre os maiores cientistas da atualidade a grande maioria não acredita em deus, muitas personalidades importantes, como Walt Disney, Bill Gates, Carl Sagan, Angelina Jolie, Drauzio Varela, Charles Chaplin, Chico Buarque, Marcelo Gleiser, são ou morreram ateus se quer conhecer outros dê uma olhada no vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?v=-s_qjVA-PfY&feature=related

    As maiores inteligências da atualidade, são ateus, eu poderia colocar aqui várias fontes que confirmam isto, mas você pode ler a matéria da revista época para começar:

    http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI9990-15295,00-OS+ATEUS+SAO+MAIS+INTELIGENTES.html

    O fato é que o ateísmo vem se libertando das garras da religiosodade que é calcada na irracionalidade, e a ciência vem tomando cada vez mais seu papel, utilizando os mesmos argumentos que são a base no ateísmo, com isto, com certeza, teremos um mundo melhor, a religião e a crença em deus fez um papel terrível sendo a causa da grande maioria das guerras.

    É uma situação irreversível, mais e mais ateus vão se apresentar como tal, pois ateísmo está deixando de ser rejeitado.

    Existem diversas pesquisas que falam sobre felicidade de povos, nível financeiro que mostra que se vive melhor nos países que rejeitam a religião, isto é fato comprovado.

    ATEÍSMO ESTÁ EM ALTA PORQUE É A LIBERDADE PARA O USO DA INTELIGÊNCIA, SEM A INFLUÊNCIA DO DOGMATISMO QUE CEGA AS PESSOAS NA PERCEPÇÃO DA NATUREZA.
  33. Rodrigo 28 de fevereiro de 2010 16:08
    Ensinando algo importante: o panteísmo de Espinoza não advogava que Deus era a natureza; era uma visão vitalista da natureza, em que a divindade imanente lhe acrescentava propriedades para além de uma visão materialista; advoga que além de "acaso e necessidade" há um princípio vital norteador na natureza. Panteísmo nunca foi sinônimo de materialismo. Isso são noções básicas
  34. WSA 28 de fevereiro de 2010 18:35
    Panteísmo (do grego pan, "tudo", "todas as coisas", e theós, "deus") é a doutrina que afirma a identidade substancial de Deus e do universo, os quais formariam uma unidade e constituiriam um todo indivisível. Para os panteístas, Deus não é transcendente ao universo e dele não se distingue nem se separa. Pelo contrário, é-lhe imanente, confunde-se com ele, manifesta-se nele e nele se realiza como uma só realidade, total e substancial.

    @Rodrigo.

    Você sabe interpretar textos? O que você diz que é básico, não é, leia novamente, ou procure na Internet (como deve ter feito para dar a resposta), e entenda que panteísmo elimina a transcendência de Deus no Universo, sendo o próprio Universo, ou seja a própria definição de Panteísmo determina que natureza e Deus são a mesma coisa. Se você não entende o que fala, é melhor ficar calado.
  35. WSA 28 de fevereiro de 2010 19:28
    @Rodrigo.
    Além do mais, existem várias definições de Panteísmo, sendo que em algumas definições ele caracteriza mais um arché do que pensamento religioso, sendo que de acordo com as definições da Filosofia moderna, sendo deus a própria natureza, não caracterizaria este pensamento como religioso, pois admitiria como diria Karl Popper a falseabilidade, pois todas as respostas lógicas seriam encontradas na própria natureza, sem ter que em nenhum momento se questionar a irrefutabilidade calcada em dogmas religiosos.

    Einstein, acreditando ou não no deus de espinoza, tendo interpretado corretamente ou não as idéias de espinoza (espinoza que foi crítico contudente da estória bíblica), não poderia ser considerado religioso, nem crente em um deus, sendo que a percepção de Einstein era de um deus que é a própria natureza.
  36. WSA 28 de fevereiro de 2010 20:50
    My position concerning God is that of an agnostic. I am convinced that a vivid consciousness of the primary importance of moral principles for the betterment and ennoblement of life does not need the idea of a law-giver, especially a law-giver who works on the basis of reward and punishment.

    — Letter to M. Berkowitz, October 25, 1950; Einstein Archive 59-215

    Aqui Einstein se diz agnóstico, não se diz panteísta, e esta é a mesma posição de Dawkins, ou seja, ateísmo agnóstico.

    It was, of course, a lie what you read about my religious convictions, a lie which is being systematically repeated. I do not believe in a personal God and I have never denied this but have expressed it clearly. If something is in me which can be called religious then it is the unbounded admiration for the structure of the world so far as our science can reveal it.

    - Albert Einstein, letter to an atheist (1954), quoted in Albert Einstein: The Human Side, edited by Helen Dukas & Banesh Hoffman

    Aqui Eisntein diz que é mentira que acredita em um deus pessoal, e diz que se alguma coisa nele pode ser chamada de religiosa é a profunda admiração pela estrutura do mundo e como a ciência pode revelar isto.

    Perceba aqui que demonstra que a visão dele só pode se aproximar ao Panteísmo de Espinoza no que diz respeito simplesmente à mudança de significante deus para o significado natureza, isto é bem claro, Einstein demonstra não acreditar em qualquer conceito que transceda a natureza.

    A estrutura dos princípios científicos, é contrária aos religiosos, mas não pode em nenhum momento utilizar principios dogmáticos (característica religiosa), pois estes contrariam as noções relativas à lógica e a razão, definir a inexistência absoluta de deus sem dar chance para comprovação, ou seja um ateísmo radical, colocaria o ateísmo no mesmo patamar da religião, então a forma que Dawkins se definiu, como agnóstico em virtude da não radicalização, justamente por ser cientista, mas estando à espera de que as teses levantadas por quem acredita em deus sejam defendidas e provadas, isto não quer dizer que se acredita em deus, simplesmente quer dizer que não se acredita em deus até prova em contrário, sendo que este não é um pensamento exclusivo relativo a deus, mas sim por um princípio que possibilita que a ciência não se torne em crendices sem sentido, sendo obrigada a acreditar em qualquer coisa dita por qualquer um, sem qualquer prova, desta forma, ambos, Dawkins e Einstein, são "ateístas de fato", mas não são "ateístas convictos", de acordo com as definições de Dawkins.
  37. As Muitas Vidas ... 4 de setembro de 2010 07:42
    Eliel Vieira, Pedro Soethe e demais,
    É irrelevante que Einstein, antes de tornar-se ateu, tenha sido deísta. Pois, conforme disse no Divina Magia - www.divinamagia.com.br - "todos nós recebemos um Deus desde o colo da mãe e O conservamos ao longo da infância, adolescência e idade adulta. Esse Deus se mantém através da família, da escola, igreja, comunidade e por toda a sociedade". E só depois de muita reflexão, alguns poucos tornam-se ateus, como foi o caso de Einstein.
  38. As Muitas Vidas ... 4 de setembro de 2010 07:47
    Eliel Vieira, Pedro Soethe e demais,
    É irrelevante que Einstein, antes de tornar-se ateu, tenha sido deísta. Pois, conforme disse no Divina Magia - www.divinamagia.com.br - "todos nós recebemos um Deus desde o colo da mãe e O conservamos ao longo da infância, adolescência e idade adulta. Esse Deus se mantém através da família, da escola, igreja, comunidade e por toda a sociedade". E só depois de muita reflexão alguns poucos tornam-se ateus, como foi o caso de Einstein.
  39. As Muitas Vidas ... 4 de setembro de 2010 08:01
    Eduardo Vaz,
    Gostaria que você indicasse o texto onde Dawkins declara uma crença em Deus. Ele certamente acreditava em Deus durante a infância e a adolescência, conforme ocorre com todos os ateus. Em seu livro Deus, Um Delírio, que é todo uma expressão de ateísmo, ele diz por exemplo: "Não há nada de que se desculpar por ser ateu. Pelo contrário, é uma coisa da qual se deve ter orgulho, encarando o horizonte de cabeça erguida". (p.26-27)
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