Onde Está a Paz de Deus?
Ler as cartas que o apóstolo Paulo enviou aos Filipenses (vamos à curiosidade bíblica do dia – o que conhecemos como Carta aos Filipenses é, na verdade, uma coletânea de três bilhetes enviados pelo apóstolo aos cristãos de Filipos em tempos distintos) sempre me traz insights muito interessantes sobre o cotidiano cristão, a prática de vida cristã que devemos ter.
Minha atenção desta vez ficou focada em um trecho do quarto capítulo da carta de Paulo aos Filipenses. Vamos ao texto:
O texto acima contém princípios valiosíssimos que a Igreja aparentemente não põe em prática. A começar pelo “seja sua equidade notória a todos os homens”, o que – convenhamos – quase nunca aconteceu no geral. Com exceção de alguns poucos momentos, desde o século IV a Igreja cristã tem sido conhecida mais pelo seu desequilíbrio e obscuridade (para não falar nos escândalos) do que pela sua equidade. E o texto não diz que nossa equidade deve ser conhecida, mas que ela deve ser notória, ou seja, digna de nota – irrepreensível.
Mas o que me confrontou (afinal eu também faço parte da boiada criticada neste texto) neste trecho bíblico de fato foi o fator “paz”. De acordo com o texto, a paz de Deus é algo tão maravilhoso que excede nossa capacidade de entendimento. Para tê-la, basta a nós entregarmos nossos anseios a Deus.
Em resumo o texto nos diz que devemos entregar a Deus todas as nossas preocupações, todos nossos anseios, dúvidas e dificuldades e, assim, teremos a “paz de Deus”, que excede todo o entendimento. E devemos ser assim não apenas em nossa vida particular, mas também enquanto igreja devemos entregar a Ele nossas dificuldades, anseios, preocupações, etc.
Sendo assim, a minha pergunta é: por que a igreja evangélica se preocupa tanto com o Diabo? Por que existem “cultos de batalha” e “cultos de poder” onde as pessoas oram gritando e com raiva? Por que a Igreja recorre a lobby político para atingir alguns objetivos? Por que não podemos, como igreja, simplesmente confiar os problemas e dificuldades para Deus e termos “paz”?
E, "quanto ao mais (...) tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai". Ou seja, não pensemos em diabo, em inferno, nestas ou outras coisas inventadas pelos homens. Ocupemos nossa mente com o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável e de boa fama! Ocupemo-nos com o Evangelho!
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Minha atenção desta vez ficou focada em um trecho do quarto capítulo da carta de Paulo aos Filipenses. Vamos ao texto:
Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos. Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.
Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
O texto acima contém princípios valiosíssimos que a Igreja aparentemente não põe em prática. A começar pelo “seja sua equidade notória a todos os homens”, o que – convenhamos – quase nunca aconteceu no geral. Com exceção de alguns poucos momentos, desde o século IV a Igreja cristã tem sido conhecida mais pelo seu desequilíbrio e obscuridade (para não falar nos escândalos) do que pela sua equidade. E o texto não diz que nossa equidade deve ser conhecida, mas que ela deve ser notória, ou seja, digna de nota – irrepreensível.
Mas o que me confrontou (afinal eu também faço parte da boiada criticada neste texto) neste trecho bíblico de fato foi o fator “paz”. De acordo com o texto, a paz de Deus é algo tão maravilhoso que excede nossa capacidade de entendimento. Para tê-la, basta a nós entregarmos nossos anseios a Deus.
Em resumo o texto nos diz que devemos entregar a Deus todas as nossas preocupações, todos nossos anseios, dúvidas e dificuldades e, assim, teremos a “paz de Deus”, que excede todo o entendimento. E devemos ser assim não apenas em nossa vida particular, mas também enquanto igreja devemos entregar a Ele nossas dificuldades, anseios, preocupações, etc.
Sendo assim, a minha pergunta é: por que a igreja evangélica se preocupa tanto com o Diabo? Por que existem “cultos de batalha” e “cultos de poder” onde as pessoas oram gritando e com raiva? Por que a Igreja recorre a lobby político para atingir alguns objetivos? Por que não podemos, como igreja, simplesmente confiar os problemas e dificuldades para Deus e termos “paz”?
E, "quanto ao mais (...) tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai". Ou seja, não pensemos em diabo, em inferno, nestas ou outras coisas inventadas pelos homens. Ocupemos nossa mente com o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável e de boa fama! Ocupemo-nos com o Evangelho!
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Autor: Eliel Vieira
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Acredito ser algo de Deus.
Que o Ele te abençoe! Abraços.
Falou tudo o que eu a tempos estava refletindo. É nesta atitude equivocada de preocupar muito com o mal, o diabo, a macumba... é que vejo que o diabo já agiu.
O que ele simplesmente fez foi lançar na roda essa conversa toda de que o mal esta ai, e que temos que lutar, guerrear, expulsar... para tirar o crente do foco, das coisas de Deus.
Tem tanto crente bitolado com o diabo que parece que Deus é um nerd que sempre apanha na escola e tem o seu lanche roubado...
Abraço