Opinião Sobre o Debate Entre Silas Malafaia e Iris Bernardi
No último dia 24 de Fevereiro (2010), foi transmitido em rede nacional um debate sobre o polêmico projeto de lei sobre o crime de homofobia, no Programa do Ratinho, na SBT. O debate foi travado entre duas personalidades na questão: defendendo o projeto de lei, a ex-deputada Iara Bernardi, a própria autora do projeto; criticando o projeto de lei, o pastor Silas Malafaia, um dos mais famosos pastores do Brasil, e declaradamente crítico desta lei.
Pretendo neste texto apresentar alguns comentários sobre o debate, bem como alguns vislumbres sobre o projeto de lei. Entenda este texto, se quiser, como uma resenha crítica ao debate apresentado. Caso você não tenha o visto ainda, os vídeos do debate podem ser assistidos logo abaixo.
A verdade é que o debate em si foi horroroso. Programa do Ratinho é um lugar de baderna, de baixaria, de “quebra pau”. A platéia e o público deste programa desejam ver não debates de idéias, mas discussões, gritaria, humilhação alheia, etc. É inegável a importância de trazer este debate para mais próximo da população, como em um programa de TV aberta, mas isto deve ser feito em um lugar propício para debates sérios e com moderadores que saibam, efetivamente, conduzir um debate.
Sobre a participação dos debatedores, e sobre “quem venceu” o debate, está se dizendo por aí (especialmente entre os evangélicos) que Silas Malafaia venceu o debate com sobras, o que é mentira. Silas Malafaia gritou mais, esbravejou mais, bem como foi mais rude e sem educação. Mas isto de forma alguma implica vitória.
Para ilustrar meu ponto imagine um jogo de xadrez entre você e um galo. O objetivo de um jogo de xadrez é e sempre será derrubar o Rei do adversário, até mesmo se você jogar contra um galo. O que vai acontecer é que, apesar de você ter mais inteligência que o galo, o animal vai bater as asas, subir em cima do tabuleiro, derrubar todas as suas peças (inclusive o rei) e depois sair “cantando de galo”, como se tivesse vencido o jogo.
Foi exatamente o mesmo neste debate: Silas Malafaia gritou mais; veio com duas dúzias de frases de efeito decoradas; interrompeu a ex-deputada sempre que pôde; levou a discussão para um campo que lhe proporcionaria vantagem; demonstrou sua total falta de decoro; debateu gritando, como se tivesse em um bar; e, obviamente, como o Programa do Ratinho é um programa de baixarias e gritarias, o pastor Silas levou a melhor. O próprio Ratinho “elogiou” Silas ao final do debate, dizendo, “Estou torcendo pra você continuar só neste negócio de pastor senão você toma meu lugar”.
Se o debate tivesse ocorrido em uma arena mais propícia, com tempos estipulados para ambos debatedores, com regras de decoro e conduta, com possibilidades de pergunta e resposta, com punições a ataques pessoais, com uma boa moderação, enfim, se o debate tivesse sido um debate de fato, o resultado seria provavelmente outro. É possível que até mesmo o Silas venceria (já que vários pontos levantados por ele são pertinentes), mas não seria certamente a vergonha que vimos na TV semana passada.
Quanto à controvérsia que gerou o debate em questão, eu ainda não cheguei a uma conclusão definitiva sobre este projeto de lei. Ora tendo a aceitá-lo, ora tenho resistência a ele. O pr. Silas Malafaia foi muito inteligente ao expor a agenda por trás deste projeto, mostrando que se deseja aprová-lo de qualquer forma, por quaisquer meios, deixando a controvérsia longe da opinião pública.
Dizer que este projeto se faz necessário porque “a cada três dias um homossexual morre por homofobia” é uma piada. Isto significa que temos 121 mortes de homossexuais por ano, por causa de preconceito. Vamos a alguns casos por ano no Brasil: o tabagismo mata 200 mil fumantes por ano (juntamente 2 mil e 600 não fumantes); acidentes de trânsito matam 40 mil por ano; doenças cardiovasculares matam 300 mil por ano; acidentes de trabalho causam 3 mil mortes por ano. A se julgar pelos números, até mesmo a gripe é mais perigosa que o preconceito, pois ela matou em 2008, 763 pessoas.
Os homossexuais afirmam representar algo em torno de 10% da população. Se este for o caso, temos cerca de 18 milhões de homossexuais no país, e deste grupo 121 são assassinatos por ano. Isto significa 0,000007% de mortes por ano. Nada mais insignificante. Talvez unha encravada mate mais que homofobia.
Mas isto não quer dizer que nada deve ser feito. O Estado brasileiro é laico, portanto não pode pressupor nenhuma crença religiosa. Isto não significa que o Estado deve ser ateu, mas um Estado neutro, que legisla buscando atender o maior número possível de pessoas. Aos olhos do Estado, um homossexual é tão cidadão quanto qualquer hetero, e a priori deve lhe ser garantido os mesmos direitos que os heteros possuem.
A verdade é que apesar do número de assassinatos/ano serem pequenos, no dia a dia os homossexuais são alvos, sim, de preconceitos. E não apenas os homossexuais, os índios e os ciganos são outra parcela pequena da população que sofrem por causa do preconceito dos “normais”. E se estes grupos sofrem por preconceito, deve-se criar mecanismo que inibam esta prática ao máximo. Portanto, mesmo que a PL 122 não seja o mecanismo a ser usado, alguma coisa deve ser feita.
E mais importante, o debate deve estar ao alcance da população, pois o Estado nada mais é do que uma representação dela. Mas, convenhamos, nada de Programa do Ratinho...
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Vídeos do debate:
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Pretendo neste texto apresentar alguns comentários sobre o debate, bem como alguns vislumbres sobre o projeto de lei. Entenda este texto, se quiser, como uma resenha crítica ao debate apresentado. Caso você não tenha o visto ainda, os vídeos do debate podem ser assistidos logo abaixo.
A verdade é que o debate em si foi horroroso. Programa do Ratinho é um lugar de baderna, de baixaria, de “quebra pau”. A platéia e o público deste programa desejam ver não debates de idéias, mas discussões, gritaria, humilhação alheia, etc. É inegável a importância de trazer este debate para mais próximo da população, como em um programa de TV aberta, mas isto deve ser feito em um lugar propício para debates sérios e com moderadores que saibam, efetivamente, conduzir um debate.
Sobre a participação dos debatedores, e sobre “quem venceu” o debate, está se dizendo por aí (especialmente entre os evangélicos) que Silas Malafaia venceu o debate com sobras, o que é mentira. Silas Malafaia gritou mais, esbravejou mais, bem como foi mais rude e sem educação. Mas isto de forma alguma implica vitória.
Para ilustrar meu ponto imagine um jogo de xadrez entre você e um galo. O objetivo de um jogo de xadrez é e sempre será derrubar o Rei do adversário, até mesmo se você jogar contra um galo. O que vai acontecer é que, apesar de você ter mais inteligência que o galo, o animal vai bater as asas, subir em cima do tabuleiro, derrubar todas as suas peças (inclusive o rei) e depois sair “cantando de galo”, como se tivesse vencido o jogo.
Foi exatamente o mesmo neste debate: Silas Malafaia gritou mais; veio com duas dúzias de frases de efeito decoradas; interrompeu a ex-deputada sempre que pôde; levou a discussão para um campo que lhe proporcionaria vantagem; demonstrou sua total falta de decoro; debateu gritando, como se tivesse em um bar; e, obviamente, como o Programa do Ratinho é um programa de baixarias e gritarias, o pastor Silas levou a melhor. O próprio Ratinho “elogiou” Silas ao final do debate, dizendo, “Estou torcendo pra você continuar só neste negócio de pastor senão você toma meu lugar”.
Se o debate tivesse ocorrido em uma arena mais propícia, com tempos estipulados para ambos debatedores, com regras de decoro e conduta, com possibilidades de pergunta e resposta, com punições a ataques pessoais, com uma boa moderação, enfim, se o debate tivesse sido um debate de fato, o resultado seria provavelmente outro. É possível que até mesmo o Silas venceria (já que vários pontos levantados por ele são pertinentes), mas não seria certamente a vergonha que vimos na TV semana passada.
Quanto à controvérsia que gerou o debate em questão, eu ainda não cheguei a uma conclusão definitiva sobre este projeto de lei. Ora tendo a aceitá-lo, ora tenho resistência a ele. O pr. Silas Malafaia foi muito inteligente ao expor a agenda por trás deste projeto, mostrando que se deseja aprová-lo de qualquer forma, por quaisquer meios, deixando a controvérsia longe da opinião pública.
Dizer que este projeto se faz necessário porque “a cada três dias um homossexual morre por homofobia” é uma piada. Isto significa que temos 121 mortes de homossexuais por ano, por causa de preconceito. Vamos a alguns casos por ano no Brasil: o tabagismo mata 200 mil fumantes por ano (juntamente 2 mil e 600 não fumantes); acidentes de trânsito matam 40 mil por ano; doenças cardiovasculares matam 300 mil por ano; acidentes de trabalho causam 3 mil mortes por ano. A se julgar pelos números, até mesmo a gripe é mais perigosa que o preconceito, pois ela matou em 2008, 763 pessoas.
Os homossexuais afirmam representar algo em torno de 10% da população. Se este for o caso, temos cerca de 18 milhões de homossexuais no país, e deste grupo 121 são assassinatos por ano. Isto significa 0,000007% de mortes por ano. Nada mais insignificante. Talvez unha encravada mate mais que homofobia.
Mas isto não quer dizer que nada deve ser feito. O Estado brasileiro é laico, portanto não pode pressupor nenhuma crença religiosa. Isto não significa que o Estado deve ser ateu, mas um Estado neutro, que legisla buscando atender o maior número possível de pessoas. Aos olhos do Estado, um homossexual é tão cidadão quanto qualquer hetero, e a priori deve lhe ser garantido os mesmos direitos que os heteros possuem.
A verdade é que apesar do número de assassinatos/ano serem pequenos, no dia a dia os homossexuais são alvos, sim, de preconceitos. E não apenas os homossexuais, os índios e os ciganos são outra parcela pequena da população que sofrem por causa do preconceito dos “normais”. E se estes grupos sofrem por preconceito, deve-se criar mecanismo que inibam esta prática ao máximo. Portanto, mesmo que a PL 122 não seja o mecanismo a ser usado, alguma coisa deve ser feita.
E mais importante, o debate deve estar ao alcance da população, pois o Estado nada mais é do que uma representação dela. Mas, convenhamos, nada de Programa do Ratinho...
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Vídeos do debate:
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Autor: Eliel VieiraLeu? Gostou? Então ajude a divulgar este texto e este blog. Clique em "Share", logo abaixo, e divulgue este texto entre seus contatos de e-mail e redes sociais!
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Estou de pleno acordo com o seu texto...
* Sobre Malafaia, ele precisa de um treinamento quanto a inteligência emocional... rsrsr...
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Eu tentei me lembrar, mas não consegui, onde foi que vi um quadro estatístico que mostra que a violência contra homossexuais tem sua incidência maior exatamente no universo familiar... fico devendo...
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Abraços!
Realmente o programa do Ratinho é o menos adequado para um debate. Mas vc já parou para tentar entender que o publico alvo desse programa não tem tanta informação? Bom, sendo assim seria interessante algo para a ralé , para aqueles que ao menos sabe as profundezas desse tema, e nisso eu acho que foi interessante.
Eu não sou fà do Malafaia e vc sabe, mas penso que, se o espaço foi aberto pq não aproveita-lo?Mesmo não sendo fà do tal pastor, quero deixar aqui que o mesmo vem sendo sim, aprovado quando posto a prova em programas de TV, posso citar o bombaideio com os reporters da BAND num programa sobre Jesus Cristo.Enfim, penso que se esperarmos um local adequado talvez não tenhamos nenhum espaço.BRASIL É BRASIL..
Sobre quem venceu nas argumentações, eu penso que entendi um pouco dos 2,e acho que o Silas defendeu bem a posição evangelica da coisa, afinal, eles se juntaram contra nesse projeto de lei, e ai se embasaram para dar um NÃO a isso tudo, já a EX.Deputada ficou afirmando que os homossexuais são parte da exclusão social que ocorre no Brasil. Eu entendi que o Silas teve uma melhor oratória mais apurada, salvo que seu oponente não teve destreza em Para – lo com argumentos, e isso é inegável, Silas se deu MUITOOOOOOOOOO melhor.
Eu tendo a ser a favor do que o Silas e parte dos evangélicos estão apontando como aberração, pois em detrimento disso tem vários jogos de interesse, fazendo com que a liberdade de opinião seja negada aos brasileiros .
Penso que não só os gays , mas todos , devam ter liberdade de viver o que querem, mas acrescentar um tapa liberdade seria um retrocesso no Brasil .
Sou contra a pratica homossexual e nem por isso deixo de conviver e ter amigos gays, os que andam comigo sabem disso.
Por hora, acho que outros debates deveriam ser propostos, e já acho um grande avanço terem chamado o Malafaia pq pelo menos é oq eu articula de forma inteligente a posição evangélica, diferente dos péssimos debatedores cristãos que são chamados para debates na TV brasileira, é inegável a forma inteligente que o Silas tem, e eu gostei bastante da iniciativa de chama-lo.
Então aquele número de 0,00006 que você colocou ainda se torna menor. 0,000007. salvo engano
Abraço!
Valeu pelo toque. Alteração procedida.
Obrigado!
Eliel
Só posso lamentar.
Parabéns pelas palavras.
Abraço!
O que penso é que, com todas as críticas que merece, o Malafaia foi um dos poucos que, com coragem, colocaram a cara a tapa para denunciar o absurdo do tal PLC 122. Agora que esse projeto perdeu um pouco da sua força, várias pessoas estão se levantando para condená-lo. Mas quem estava lá para apanhar primeiro? Não estou defendendo 100% Malafaia. Concordo com muitas das críticas direcionadas à ele. Só que acho que o que ele tem feito em relação a esse assunto é muito mais coerente com o evangelho do que os que pregam que a forma de amar um homossexual segundo cristo é tratando levianamente o homossexualismo. A forma de tratar um homossexual, essa sim, pode ser ponderada mas, isso não nega uma coisa: Na bíblia, homossexualismo é pecado!!! É imoral!!! E a igreja, deve denunciar isso livremente, ou então, ao invés de ser sal da terra, será mel do mundo.
A maneira de tratar o assunto "preconceito contra homossexuais", faz parecer que não importa a força de um argumento mas, se ele não privilegiar o homossexual, então é um argumento homofóbico.
A mesma coisa parece acontecer com o tema "aborto", tem uma multidão preparada para qualificar como "hipócrita" qualquer um que se mostre contrário, mesmo antes de considerar as argumentações.
Abraços,
Renato.
Você se considera um liberal, teologicamente falando? Como você não acredita na total inerrância da Bíblia como um pressuposto incondicional, podemos chamá-lo de liberal?
Outra pergunta: quais são os autores teológicos com os quais você mais se influenciou?
A realidade é que a senhora não teve argumentos para o debate.
Deviam ter selecionao uma pessoa com mais conhecimentos e mais competencia para debater com uma pessoa de alto conhecimento como o pastor. Ele não disse nada além da legítima verdade e claro,com muita sabedoria de Deus. Pode esperar o fracasso desta lei pois quem esta no controle de tudo não é Pastor Silas mas sim o Senhor Jesus e graças a Deus pelo Pàstor Silas, que é um homem ousado para falar de uma realidade.
Aceite e se conforme a senhora foi um fracasso e não teve agumentos a altura, não deu nem para o começo.
" Vai na FÉ PASTOR SILAS DEUS E CONTIGO E ESTAMOS TORCENDO POR VOCÊ!!!!" espero que seje postado esse comentario pois é a opinião de milhares de pessoas.
PARABÉNS PASTOR SILAS, GRAÇAS A DEUS PELA SUA VIDA!!!!
Em primeiro lugar, as pessoas confundem religião com Jesus Cristo. Algumas pessoas dizem que todas as relegiões levam a Deus. Mentira!!! Só Jesus é quem salva!! Religião é uma instituição e não a salvação.
o debate, Pr. Silas foi verdadeiro e realista em suas palavras. O homossexualismo é comportamental sim!! Deus criou macho e fêmea!
Nós evangélicos não odiamos os gays, pelo contrário, os amamos; mas uma coisa é certa...não podemos nos conformar com algo que viola as leis divinas, o que a BÍBLIA condena. O senhor Jesus ele ama o pecador, mas não tolera o pecado. E é simplesmente isso o que acontece, as pessoas não entendem o que as sagradas escrituras diz.
PORQUE NÃO EXISTE LEI QUE DEFENDA OS GORDINHOS?
Eles também sofrem preconceitos...
Sei que essa perseguição vai acabar e quando Jesus voltar!!
Poeque todo joelho se dobrará e toda língua confessaráque Jesus é o Rei dos REIS!!!